Fimec está atenta a casos de coronavírus; feira está mantida

30.01.2020 - Ruan Nascimento/Redação Jornal Exclusivo

Foto: Tiago da Rosa/GES
Feira calçadista tem a estimativa de receber cerca de 3 mil visitantes internacionais
A palavra de ordem é atenção. É desta forma que a Fenac, promotora da Fimec – Feira Internacional de Couros, Produtos Químicos, Componentes, Máquinas e Equipamentos para Calçados e Curtumes, está agindo com relação ao evento, mantido para os dias 10, 11 e 12 de março, em Novo Hamburgo/RS. A feira calçadista recebe expositores e compradores internacionais vindos do mundo inteiro, em especial, da China, país onde tem o maior número de casos de coronavírus.

Somente no país asiático, 9,7 mil pessoas contraíram a doença, de acordo com o governo local. O número de mortos pelo vírus é de 213, todos na China. Outros 98 casos de coronavírus foram confirmados em 19 países. No Brasil, não há nenhum caso confirmado da doença. Porém, o Ministério da Saúde informou no dia 30 que há nove casos suspeitos: três em São Paulo, dois no Rio Grande do Sul, e um nos Estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro, Paraná e Ceará. Por conta do aumento no número de ocorrências da doença, a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou no dia 30 emergência global.

Em entrevista para o Jornal Exclusivo, o diretor-presidente da Fenac, Marcio Jung, disse que está olhando com atenção o aumento no número de casos da doença. Para ele, esta é "uma situação grave de saúde, e estamos acompanhando por conta da nossa feira, que é daqui a 40 dias", conta. Ele lembra que, assim como outras feiras internacionais, a Fimec não está prevendo, neste momento, o adiamento ou o cancelamento da sua 44ª edição, destacando que ele próprio visitará a Colômbia na segunda-feira, 3 de fevereiro, para participar da feira IFLS+EICI.

Não houve desistências internacionais

Jung reforçou que, até agora, nenhum expositor ou visitante do exterior anunciou desistência de sua participação da Fimec, e que está em contato com todas as empresas estrangeiras que estarão na mostra. "Nesse momento, tem que se ter tranquilidade e calma com relação a doença. E monitorar diariamente as informações vindas das autoridades."

Sugestão de adiamento da data

Por conta do aumento no número de casos de coronavírus, o secretário-executivo do Ministério da Saúde, João Gabbardo dos Reis, em entrevista ao Jornal NH, recomendou a não realização de feiras em que tenham pessoas vindas da China, além de evitar viagens de negócios com presença física. "Acreditamos que a China vai criar dificuldades para a saída dessas pessoas. Se isso pudesse ser transferido para uma outra oportunidade, melhor. Em 90, 120 dias, provavelmente tenhamos uma visão mais concreta," comenta. Já Jung considera nula a possibilidade de adiar ou cancelar a feira, a menos que se tenha esta ordem vinda do governo federal ou da Organização Mundial de Saúde (OMS). "Seria, com certeza, uma atitude drástica, e que pode até ser considerada preconceituosa, por impedir pessoas de determinado País de viajarem. Mas se esta decisão acontecer, não será algo decidido por nós," frisa.

*Colaborou Micheli Aguiar

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