CICB volta atrás e diz que cancelamentos de pedidos de couro "não estão ocorrendo"

28.08.2019 - Redação Jornal Exclusivo

Após a repercussão nacional do documento enviado ontem (27) pelo Centro das Indústrias de Curtumes do Brasil (CICB) ao ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, que 18 marcas internacionais suspenderam a compra do couro brasileiro devido às notícias relacionando as queimadas na região amazônica, a associação voltou atrás e se manifestou por meio de nota hoje (28). José Fernando Bello, presidente executivo do CICB, reitera que recentemente recebeu solicitação de levantamento de informações por parte de importadores mundiais de couro acerca do produto brasileiro, em função de notícias relacionadas aos incêndios na floresta tropical, e a possibilidade de estarem ligados ao agronegócio do país. "O indicativo de suspensão de pedidos, no entanto, não se confirmou. Fornecimento e exportações continuam normais, sendo o Brasil um dos maiores produtores mundiais de couro", declarou Bello. 

O dirigente citou, ainda, que cancelamento de pedidos de couro do Brasil, ou qualquer determinação neste sentido, "não estão ocorrendo" em função de um trabalho de sensibilização intenso que as empresas têm feito junto a seus clientes, diferentemente do que foi dito ao jornal Folha de São Paulo ainda ontem, afirmando que o CICB recebeu comunicado de suspensão novas de compras de couros a partir do Brasil de alguns dos principais importadores mundiais. 

A nova informação emitida em nota da entidade justifica que "os curtumes brasileiros têm total segurança sobre a origem de sua matéria-prima, manejo e processos". Bello exemplifica: "O Brasil é um exemplo em rastreabilidade bovina e controles sobre todas as etapas da produção de couros, seguindo um modelo amplamente reconhecido no mundo por meio da Certificação de Sustentabilidade do Couro Brasileiro (CSCB). Ademais, os curtumes do país compõem a maior parcela em todo o mundo das empresas reconhecidas pelo Leather Working Group (LWG, protocolo internacional que avalia a conformidade ambiental de fabricantes de couro)."

O presidente executivo do CICB finalizou a nota frisando que "é importante que todos os públicos tenham conhecimento sobre o potencial de prejuízo que uma imagem errônea sobre a realidade do bioma amazônico pode causar a toda a cadeia do agronegócio."



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