Haroldo Ferreira assume o comando da Abicalçados

07.08.2019 - Com informações da Abicalçados

Foto: Giovani Paim / Divulgação
Haroldo Ferreira, presidente-executivo da Abicalçados
A Associação Brasileira das Indústrias de Calçados já está sob gestão de Haroldo Ferreira, o novo presidente-executivo da entidade. Ele assumiu o cargo no início de agosto, sendo o sucessor de Heitor Klein, que ocupava a função desde 2013, e agora passa a ser diretor-executivo.

Natural de Rolante/RS, o gestor de 52 anos tem mais de 30 anos de atuação no setor calçadista brasileiro. Sua carreira começou na área administrativa da Musa Calçados (Sapiranga/RS), em 1983. Entre 1986 e 2008, atuou em diversos setores da Azaleia (Parobé/RS). Antes de assumir como presidente-executivo da Abicalçados, Ferreira era presidente-executivo do Sindicato da Indústria de Calçados da Bahia. Ele é formado em Administração de Empresas, pós-graduado em Administração da Produção e MBA em Liderança e em Gestão da Saúde.

Pela Abicalçados, Haroldo Ferreira entrou no Conselho Sindical da entidade em 2013, mas já atuava como interlocutor do setor para a criação de um anexo específico de calçados na Norma Regulatória 12, voltada a segurança de máquinas.

 

Obstáculos da indústria

O executivo lembra que o setor calçadista do Brasil diminuiu nos últimos anos. "Encolheu, especialmente por culpa da conjuntura econômica nacional e internacional. Hoje temos uma capacidade produtiva muito maior do que de consumo, uma capacidade ociosa de mais de 25%", explica. Ele justifica que o principal entrave é a demanda desaquecida por conta dos índices de inadimplência e desemprego.

Ele acredita que as reformas estruturais são fundamentos para que o País tenha novos investimentos. Ferreira ressalta que a Reforma da Previdência, se aprovada, abrirá caminho para a Reforma Tributária, que reduziria parte do Custo Brasil.

 

Desafios de gestão

O executivo cita que uma das medidas que terá frente ao cargo está na representatividade do setor, através do acompanhamento de pautas importantes, como a abertura comercial do governo federal. Ele também lembra que deve ser feito um trabalho de monitoramento para que o setor calçadista não seja prejudicado nas negociações internacionais, mesmo sendo otimista com relação aos acordos bilaterais entre Mercosul e União Europeia e a possível parceria com os Estados Unidos. "Na questão referente ao acordo com o bloco europeu, por exemplo, existia um pleito nosso para que fosse contemplada a regra de origem – que coloca que 60% dos insumos utilizados no calçado devem ser originários do país exportador –, o que foi aceito. O risco era de que fabricantes asiáticos pudessem utilizar algum país europeu como plataforma de exportação sem as tarifas impostas", explica.

Outra pauta importante para sua gestão é a aproximação com os sindicatos dos polos calçadistas de todo o Brasil, e assim reforçar o associativismo. "Também é preciso continuar e incrementar os projetos de adequação da indústria calçadista aos novos tempos, da chamada quarta revolução industrial, mas de forma a tornar isso mais tangível para o setor, trazendo a questão de forma mais prática e menos teórica", finaliza Ferreira.

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