A moda é para todos, garante Arlindo Grund

30.04.2019 - Carolina Zeni / Jornal Exclusivo

Imagine se você pudesse embarcar em uma viagem para contemplar o universo da moda de um ângulo totalmente diferenciado. Agora esta travessia é possível e totalmente permitida porque a 4ª edição do Fashion Meeting Lançamentos já é realidade. Dia 8 de maio, o Teatro Feevale, Novo Hamburgo/RS, recebe o evento mais conceitual de moda da região, que é promovido pela Revista Lançamentos e promete uma construção de conhecimento e experiência única.

A abertura está prevista para as 13h30. Às 14 horas, haverá o Painel Moda e Gestão de Marca com o estilista João Pimenta.

Depois do coffee break, às 15h30, uma versão pocket do desfile “Projeta-me”, feito por alunos da Universidade Feevale (Novo Hamburgo/RS) será apresentada aos participantes. Com a palestra Moda para todos: Conectando identidade e estilo, Arlindo Grund entra em cena às 17 horas.

Como participar

Os ingressos já estão à venda nas bilheterias do Teatro Feevale e Teatro do Bourbon Country e online pelo www.uhuu.com. A Universidade Feevale e a H. Maria apresentam o evento, que tem realização do Grupo Sinos; patrocínio da Francal, Magrass Emagrecimento Saudável e Estética de Resultado, Phinas Centro Estético, Rhoma Pelles e Le Joli Hair; e apoio da Killing, Camaleoa Indústria Têxtil e Studio Veronica Villar.

Os participantes

Foto: Léo Faria/Divulgação
Arlindo Grund, stylist e apresentador do programa Esquadrão da Moda
Arlindo Grund

Stylist e apresentador do programa Esquadrão da Moda, do SBT. É graduado em Comunicação pela Universidade Católica de Pernambuco, pós-graduado em Marketing pela Faculdade Getúlio Vargas e mestre pela Universidade Federal Rural de Pernambuco. O stylist também assina capas e editoriais nas principais publicações nacionais, além de produzir figurinos e styling de campanhas publicitárias, desfiles e catálogos. Arlindo assina, ainda, figurinos de diversas campanhas publicitárias. Segundo o stylist, a proposta no Fashion Meeting é mostrar que a moda está superdemocrática.

Foto: Divulgação
João Pimenta, estilista que apresentará painel no Fashion Meeting
João Pimenta

Desfilou sua primeira coleção no São Paulo Fashion Week (Verão 2011), em junho de 2010. Antes do convite, o estilista já chamava atenção da crítica especializada por apostar nos contrapontos como ferramentas para discutir a moda masculina. O resultado são coleções que incluem acinturamentos, viéses, vestidos e foco nos quadris. Desde 2003, quando começou a assinar a própria marca, a intenção é alertar os homens de seu poder, liberdade e necessidade de inovar, criar uma estranheza com a expectativa de abrir espaço para a discussão.

Entrevista exclusiva com o top speaker

Como você ingressou no universo da moda?

Arlindo Grund - Acho que já nasci na moda, apesar de não ter ninguém na família no segmento. Sempre gostei de roupa, das possibilidades que a moda oferece e, mais ainda, de mudar a imagem através das vestimentas. Moda sempre me fascinou e de repente me vi envolvido no meio que a princípio seria meu hobby, já que em Recife, nos anos 90, não tínhamos faculdades de moda. Aí ingressei em Comunicação Social, depois fiz um MBA em Marketing e um Mestrado em Comunicação e folclore. O mais incrível é que tudo tinha um viés de moda. Eu sempre trouxe o universo fashion para o acadêmico.

Em que momento passou de hobby para profissão?

Grund - Não sei falar. Foi tudo natural. Depois da graduação, montei um escritório em Recife para cuidar somente de lojas de marcas relacionadas à moda. Com o passar do tempo, fui crescendo e de repente Recife já estava pequeno. Recebi um convite para vir trabalhar em São Paulo e trouxe a minha empresa para cá. Focamos exclusivamente em figurinos para campanhas publicitárias, além de editoriais de moda, desfile e capas de revistas.

Como é trabalhar com estilos diferenciados no Esquadrão?

Grund - Esse é o meu maior desafio. Antes o meu olhar era treinado para uma imagem mais moderna. Durante esses 10 anos fui me adaptando e entendendo como trazer a tendência para o dia a dia das pessoas. Trabalhar com diversos estilos só vem trazendo enriquecimento. A cada semana descubro um detalhe novo. Mas o melhor de tudo é juntar as informações e repassá-las ao grande público.

Teve algum caso no programa que você achou que não seria possível resolver?

Grund - No começo sempre tem um pouco de insegurança, afinal de contas, trabalhamos com material humano. Mas no decorrer do programa é sempre prazeroso ver o que fazemos, e é simplesmente para melhorar a vida da participante. A nossa contribuição vai através da imagem, das roupas. Nos bastidores conversamos muito com elas para saber o real motivo desse descaso com elas mesmas.

Além do Esquadrão, quais são teus outros projetos?

Grund - Ministro palestras de moda pelo Brasil inteiro e continuo divulgando meus dois livros (Nada Para Vestir e Armadilhas da Moda). Até o final deste ano, vocês terão uma surpresa na televisão ainda dentro do segmento de moda.

As brasileiras cometem algum ‘crime’ em relação à moda?

Grund - O maior crime é não respeitar o próprio corpo. Muitas vezes usam roupas com numeração que não corresponde ao tamanho. Em outras vezes querem imitar um estilo de uma personagem de novela que nada tem haver com a realidade delas.

Para se ter estilo e, consequentemente, vestir-se bem, é preciso ter muito dinheiro?

Grund - De forma alguma. Claro que para investir em peças de qualidade precisa de um pouco mais de dinheiro, afinal, essas peças vêm com muito valor agregado de marca e irão durar mais no nosso guarda-roupa. Mas para ter estilo, basicamente é necessário ter informação de moda, conhecer os estilos e ver qual deles tem mais a ver com cada personalidade.

Quais peças não podem falar no armário de mulheres e homens?

Grund - Somos todos iguais, mas na moda temos características particulares. Então se um blazer pode ser bom para mim, adequado ao meu trabalho, talvez pra você não precise porque seu trabalho pode ser informal. Acredito que o conforto é a palavra chave para você andar na moda hoje. Adequação e acima de tudo respeitar o seu estilo.

Como você define o seu próprio estilo?

Grund - Tenho um estilo bem particular. Gosto de misturar várias tendências, novas e antigas. Gosto de misturar os estilos como o esportivo e alfaiataria. Gosto das possibilidades que as roupas podem me oferecer.

Moda é para todos?

Grund - Sim, a moda é para todos. Vivemos no momento em que a moda é democrática. Você encontra peças para todos os tipos de corpos, todos os estilos, até para aqueles que querem transgredir como é o meu caso. A moda, inclusive, esta aí para corroborar este movimento em que podemos usar aquilo que queremos mas acima de tudo precisamos ter consciência de que a nossa roupa comunica uma mensagem.

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