Receita líquida da Grendene cresce no primeiro semestre

27.07.2018 - Redação Jornal Exclusivo

Foto: Divulgação
Resultado foi alcançado apesar de uma queda no volume vendido
A Grendene (Farroupilha/RS) registrou receita líquida de R$ 991,9 milhões no primeiro semestre de 2018, com aumento de 4,4% em comparação com o mesmo período de 2017. O Ebit e Ebitda cresceram 9,4%, para R$ 182,6 milhões e R$ 215,2 milhões, respectivamente.

No mercado internacional, apesar da queda de 4,9% no volume de pares exportados, a Grendene ampliou a liderança nas exportações de calçados brasileiros, uma vez que o recuo da comercialização externa de calçados do Brasil foi de 6,7% no período. No primeiro semestre, a companhia exportou 19 milhões de pares com receita de US$ 83 milhões. Com estes números, a empresa mantém pelo 16º ano consecutivo a liderança das exportações brasileiras de calçados.

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Mercado interno

Já no mercado nacional, o volume de pares vendidos foi de 54,2 milhões no primeiro semestre, com aumento de 6,2%, contrariando o movimento de queda do consumo de calçados no País no mesmo período. Com estes números, a Grendene obteve expressivo ganho de market share. Destaque para o crescimento no volume dos produtos da marca Ipanema, favorecida, principalmente, pelo prolongamento das temperaturas mais amenas na região Sul.

Resultados operacionais

Na avaliação do diretor de Relações com Investidores da Grendene, Francisco Schmitt, o primeiro semestre surpreende pelos sólidos resultados operacionais da companhia, apesar de vários acontecimentos não previstos que afetaram os negócios no segundo trimestre, como a greve de caminhoneiros, a volatilidade cambial e a consequente pressão nos custos de muitos insumos. “A greve nos transportes interrompeu a tímida recuperação do consumo no Brasil e, embora não tenha afetado significativamente nossa produção, afetou o sell-out com o varejo apresentando estoques mais elevados por falta de vendas nos dias da paralisação ou estoques em trânsito, retidos nos bloqueios das estradas. Além disso, as dificuldades nos transportes afetaram as exportações especialmente para a América Latina”, afirma o executivo.

Queda no lucro líquido

O Banco Central manteve os juros inalterados, muito menores que igual período do ano passado, o que somados a efeitos cambiais provocou queda nos resultados financeiros e consequentemente no lucro líquido, que caiu 15,9% na comparação com 2017, para R$ 221,9 milhões. Ainda assim, a geração de caixa operacional foi positiva no primeiro semestre em R$ 397,3 milhões, elevando o caixa líquido da companhia para R$ 1,8 bilhão e o bruto para R$ 1,9 bilhão, com aumentos de 8,5% e 8%, respectivamente, versus 31 de dezembro de 2017. Schmitt observa que os efeitos cambiais nos resultados financeiros não preocupam pois correspondem a operações de hedge de receitas futuras de exportações que devem acontecer no segundo semestre do ano.

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