Logo Exclusivo
Compartilhe:
MANUFATURA
12/06/2017 - Redação Jornal Exclusivo
Menu

RS: atividade da indústria tem queda no trimestre

Foto: Agência CNI Fiergs avalia que a esperada reação ainda não aconteceu
Fiergs avalia que a esperada reação ainda não aconteceu
A atividade do setor secundário gaúcho começa o segundo trimestre de 2017 em baixa, aponta o Índice de Desempenho Industrial (IDI-RS), divulgado pela Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs). Em abril, na comparação com março, o IDI-RS caiu pela segunda vez consecutiva (-1,2%), na série com ajuste sazonal. O nível de atividade no quarto mês do ano foi o segundo mais baixo da série iniciada em 2003, o que pode ser explicado, em parte, pelo calendário: abril teve cinco dias úteis a menos do que março. “Os indicadores revelam que a esperada reação da indústria ainda não aconteceu, por causa de uma série de fatores. Entre eles, a persistente retração da demanda interna, dos investimentos e do consumo”, explica o presidente da Fiergs, Heitor José Müller.

A oscilação mensal da atividade industrial do Rio Grande do Sul nos últimos seis meses não aponta qualquer tendência para os indicadores, que estão em níveis muito próximos de seus pisos históricos. Segundo Müller, a atenuação das taxas negativas nas formas de comparação mais longas confirma apenas que a indústria parou de cair no período, e segue com um processo de estabilização. “O cenário de retomada da atividade nos próximos meses está mantido, baseado nas reduções da taxa básica de juros e da inflação, no retorno da confiança e incremento das exportações industriais. Porém, senão ameaçada, deverá ser ainda mais lenta e gradual do que a prevista. Ressalte-se que a incerteza sobre a aprovação das reformas, suporte da recuperação da economia brasileira, aumentou muito diante do agravamento da crise política em maio”, destaca o presidente da Fiergs.

Entre os componentes do IDI/RS, o recuo de 8,3% no faturamento real foi o principal responsável pelo desempenho negativo no mês. A indústria gaúcha em abril também registrou quedas nas horas trabalhadas na produção (-1,2%) e na utilização da capacidade instalada-UCI (-1,1 p.p), em relação a março. Registraram crescimento as compras industriais (2,2%) assim como a massa salarial real (0,4%). O emprego ficou praticamente estável (0,1%).

Calçado em destaque

Dez dos 17 segmentos industriais pesquisados registraram queda na atividade no ano. Os principais impactos negativos vieram de Veículos automotores (-9,3%), Alimentos (-4,8%) e Tabaco (-6,4%). O destaque positivo ficou com Couros e calçados (1,1%), Químicos e derivados de petróleo (1,2%), Produtos de metal (2,7%) e Máquinas e equipamentos (0,8%).