|
Konovalov Pavel - Fotolia.com ![]() Estudos comprovam que a música adequada, no ponto de venda, influencia o consumidor e pode aumentar Entrar em uma loja e ser embalado por uma música agradável - e apropriada - torna a experiência de compra um momento muito mais prazeroso. Estudos comprovam que a música adequada, no ponto de venda, influencia o consumidor e pode aumentar as vendas. Um estudo em Quebec, no Canadá, realizado em 1999, mostrou que músicas mais lentas, por exemplo, faziam com que os consumidores prestassem mais atenção ao merchandising e publicidade dentro dos shoppings, o que reduz a marcha da caminhada e, consequentemente, incentiva o consumo. O diretor-presidente da ListenX (São Paulo/SP), empresa de music branding, Alexandre Casanova, salienta que a música deve ser escolhida de forma correta. “Ela deve estar em sintonia com o estilo de vida dos consumidores, com os atributos da marca e ser facilmente identificada com a loja”, ensina. O uso adequado desta ferramenta, segundo Casanova, reduz a percepção de tempo na loja, fazendo com que o consumidor permaneça mais tempo no ponto de venda. “Há diversos ganhos. Tempos em fila ou espera são amenizados. O cliente fica mais receptivo à abordagem de vendedores, o que alavanca as vendas”, ressalta. PESQUISA - O professor da Universidade Federal de Sergipe, autor da tese de doutorado ‘Efeitos da música ambiente sobre o comportamento do consumidor’, Diogo Seco Ferreira, afirma que, desde a década de 1960, diversos pesquisadores registraram como a música influencia a percepção de tempo, o julgamento de valor e a agradabilidade de um produto e até mesmo atitudes quanto a consumir ou não. “Estudos clássicos na área mostram consumidores se locomovendo mais rapidamente em um supermercado com músicas aceleradas e consumidores gastando mais por produto em um café com música clássica”, fala. Em sua tese de doutorado, observou consumidores dispostos a gastar mais por produto em lojas de um shopping quando a música ambiente era tida como de melhor qualidade. Uma música pode fazer com o que o consumidor se sinta mais à vontade e resolva passar mais tempo lá; que julgue um estabelecimento mais seguro ou justo; que perceba um determinado preço como sendo interessante. “Não há, infelizmente, uma receita mágica que indique a melhor música para um determinado estabelecimento. É necessário um estudo do públicoalvo e do posicionamento/imagem da empresa”, observa Ferreira. HORÁRIOS - Casanova diz que, normalmente, o que se pensa é em uma música mais calma pela manhã e mais agitada ao longo do dia. Mas isso não faz sentido, segundo ele. De manhã, geralmente o movimento é menor, então se um único cliente entra na loja, esta não pode parecer ainda mais ‘morta’, com uma música lenta. “O ambiente precisa ser motivador. Em muitos casos a música é de fato mais agitada à noite, mas a programação pode ser igual o dia todo”, diz. Para ler esta matéria na íntegra é necessário ser assinante virtual do Jornal Exclusivo ![]() |

